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Projeto leva graduandos de volta às escolas onde estudaram. Veja o alcance da iniciativa e como aproveitar as conversas sobre cursos, ingresso e permanência.
A Universidade de São Paulo prorrogou até 13 de novembro de 2026 o período de visitas do projeto De Volta à Escola: Eu na USP. A iniciativa aproxima graduandos e alunos da rede pública estadual paulista por meio do retorno dos universitários às escolas onde concluíram o ensino médio. A informação foi publicada pelo Jornal da USP em 28 de outubro.
A programação divulgada prevê alcançar 489 escolas, distribuídas por 101 municípios de São Paulo, com participação de 982 graduandos de diferentes cursos e campi. Eles ingressaram na universidade em 2025 e 2026. Esses números descrevem o alcance informado pela instituição; não representam vagas de graduação, bolsas disponíveis nem um balanço de visitas já concluídas.
Esta é a terceira edição do projeto, vinculado ao programa USP e as Profissões, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. A proposta é apresentar a experiência universitária a estudantes que ainda estão construindo suas escolhas. A notícia trata de atividades com escolas inscritas e não apresenta um novo formulário público de inscrição para qualquer interessado.
A extensão do calendário dá mais tempo para a realização dos encontros previstos. Ela não modifica, por si só, as regras de ingresso na USP. Uma visita à escola não substitui vestibular, inscrição em processo seletivo ou atendimento aos requisitos de uma seleção. Também não oferece vantagem automática a quem participa da conversa.
Há uma diferença importante entre o prazo de uma ação de extensão e o prazo de candidatura a uma universidade. O primeiro organiza uma atividade de aproximação com a comunidade. O segundo determina quando e como um candidato pode concorrer a uma vaga. Confundir os calendários pode levar o estudante a acreditar que participou de uma inscrição quando apenas acompanhou um evento informativo.
A reportagem informa que a ampliação favorece a participação das escolas e dos universitários. Entretanto, não detalha um procedimento de adesão adicional nem promete atendimento a toda escola que faça contato. Quem integra uma instituição participante deve confirmar a organização do encontro com a equipe responsável, sem presumir data, horário, transporte ou formato não divulgados.
Segundo a USP, os encontros abordam cursos de graduação, localização dos campi, formas de ingresso e iniciativas de apoio à permanência estudantil. Os graduandos também compartilham trajetórias de preparação e experiências acadêmicas e culturais. A combinação permite conhecer tanto caminhos formais quanto aspectos cotidianos que nem sempre aparecem em uma lista de carreiras.
Conhecer uma trajetória ajuda a formular perguntas, mas não transforma a experiência individual em regra geral. Um visitante pode ter realizado determinada preparação, recebido um apoio ou escolhido uma modalidade de ingresso específica. Isso não significa que todo estudante tenha de repetir aquele percurso ou que os mesmos benefícios estejam disponíveis nas mesmas condições para todos.
Para aproveitar o encontro, vale separar três tipos de informação: o relato pessoal, a orientação institucional e a decisão que ainda dependerá do candidato. O relato mostra uma vivência; a orientação explica um procedimento verificável; a decisão exige comparar interesses, condições e alternativas. Essa separação evita tratar uma história inspiradora como receita obrigatória de sucesso.
Uma pergunta ampla, como “vale a pena fazer esse curso?”, pode gerar uma resposta igualmente ampla. Uma pergunta concreta permite entender melhor a escolha. Em vez de pedir apenas uma avaliação geral, o estudante pode perguntar quais atividades ocupam mais tempo na graduação, quais dificuldades apareceram no primeiro semestre e como o visitante conheceu as possibilidades de sua área.
Outra possibilidade é perguntar o que mudou entre a imagem que o universitário tinha da carreira e a experiência de estudá-la. A resposta pode revelar disciplinas, práticas ou formas de pesquisa que o secundarista ainda desconhece. Ela deve ser recebida como uma perspectiva situada, não como descrição completa de todo curso ou campus.
Uma organização simples, sugerida pelo Blog ONE, é distribuir as dúvidas em quatro blocos: formação, ingresso, permanência e vida acadêmica. Cada grupo de alunos pode preparar algumas perguntas e registrar os canais oficiais mencionados. Não se trata de roteiro exigido pela USP, mas de uma forma de aproveitar o tempo sem concentrar a conversa apenas em notas ou concorrência.
Também é útil perguntar onde conferir uma informação depois. Uma resposta ouvida rapidamente pode perder detalhes importantes, como ano de referência ou público atendido. Anotar o nome do setor, do documento ou da página facilita a verificação. A finalidade do registro é permitir que a conversa continue sendo útil quando o visitante já tiver saído da escola.
O nome de uma graduação raramente explica sozinho o que será estudado. Áreas próximas podem organizar seus conteúdos de maneiras diferentes, e uma mesma profissão pode envolver atividades variadas. Durante um encontro, vale pedir exemplos de disciplinas e de problemas trabalhados, evitando limitar a escolha a uma associação imediata entre curso e emprego conhecido.
Considere um exemplo autoral: um aluno gosta de discutir problemas ambientais, mas ainda não sabe se seu interesse está na investigação biológica, no planejamento territorial ou em soluções tecnológicas. Ouvir experiências de diferentes áreas pode ajudá-lo a formular comparações. A conversa não determina a escolha; ela melhora as perguntas que orientarão a pesquisa posterior.
Depois do encontro, a comparação precisa continuar em informações institucionais. A matriz curricular permite observar componentes da formação, enquanto a descrição de atividades ajuda a compreender sua finalidade. O estudante pode organizar uma tabela com interesses, dúvidas e fontes consultadas. O importante é registrar o que efetivamente encontrou, em vez de preencher lacunas com estereótipos sobre prestígio ou dificuldade.
A notícia informa que os visitantes apresentam diferentes formas de ingresso na USP. Antes de decidir por uma delas, o candidato precisa identificar o processo vigente, seu público e o calendário correspondente. Uma explicação geral pode indicar caminhos, mas as condições concretas devem ser conferidas no documento oficial do ano em que a pessoa pretende participar.
Não é adequado transportar automaticamente notas, exigências ou datas de uma edição anterior. Tampouco se deve concluir que todos os caminhos possuem os mesmos critérios. Uma ficha de acompanhamento pode separar nome da seleção, edição, requisito, prazo e endereço oficial. Essa organização reduz a chance de misturar informações que pertencem a processos diferentes.
O planejamento também precisa considerar a continuidade dos estudos depois da entrada. Acesso e permanência respondem a perguntas distintas: como concorrer a uma vaga e quais condições permitirão acompanhar o curso. A reportagem menciona a apresentação de programas de apoio e bolsas de permanência, mas não anuncia aqui uma concessão individual nem detalha valores e critérios atuais.
Por isso, conhecer a existência de apoio é apenas o começo da pesquisa. Quem precisar desse atendimento deve verificar elegibilidade, documentação, período de solicitação e forma de análise nos canais responsáveis. Não é possível concluir, apenas pela participação em uma visita, que uma bolsa será recebida ou que todas as despesas pessoais estarão cobertas.
O retorno de um ex-aluno à escola pode tornar a universidade mais concreta para quem ainda a conhece apenas de nome. Ao mesmo tempo, é importante preservar a diversidade de percursos. Pessoas da mesma turma podem enfrentar condições de deslocamento, tempo disponível, trabalho e responsabilidades familiares muito diferentes. Uma orientação útil reconhece essas diferenças antes de sugerir um planejamento.
Se um visitante conta que estudava muitas horas por dia, por exemplo, esse dado não deve virar uma cobrança universal. O estudante pode investigar como ele organizava as prioridades, lidava com dificuldades e avaliava o que precisava rever. Essas perguntas produzem procedimentos adaptáveis, enquanto a simples reprodução de uma carga horária ignora o contexto de quem está ouvindo.
Uma comparação mais produtiva considera o próprio ponto de partida. Quais conteúdos já são compreendidos? Quais dúvidas se repetem? Que horário realmente está disponível? A resposta permite construir um plano viável. Relatos podem oferecer ideias e encorajamento, mas a adequação do plano precisa ser acompanhada pelo estudante e, quando possível, pela equipe pedagógica da escola.
A escola pode tratar a visita como ponto de partida para uma pesquisa posterior, sem atribuir ao programa tarefas que a USP não anunciou. Uma proposta autoral é pedir que cada estudante registre uma informação nova, uma dúvida ainda aberta e uma fonte que pretende consultar. O exercício ajuda a distinguir o que foi compreendido do que apenas despertou interesse.
Em seguida, os grupos podem comparar seus registros. Se houver respostas diferentes para uma mesma questão, o objetivo não é escolher por votação a versão mais convincente, mas localizar o canal responsável. Esse procedimento desenvolve uma habilidade importante: reconhecer quando uma dúvida exige consulta documental e quando ela envolve uma avaliação pessoal sobre preferências ou expectativas.
Para organizar a pesquisa, a turma pode aproveitar o método de leitura discutido no artigo sobre como extrair informações de um texto sem confundir leitura e opinião. O contexto é outro, mas o cuidado com a origem da afirmação permanece útil. O material do Blog ONE não substitui as orientações oficiais de ingresso.
Outra atividade possível é produzir uma pequena ficha de curso com dados verificados e perguntas em aberto. Não é necessário fechar uma escolha profissional depois de uma única visita. O resultado esperado dessa proposta pedagógica é uma investigação mais informada, com critérios que possam ser revistos quando surgirem novas experiências e documentos.
O entusiasmo provocado por um encontro precisa encontrar uma rotina possível. Em vez de tentar reorganizar todo o estudo de uma vez, o aluno pode selecionar uma dificuldade concreta e estabelecer uma etapa de trabalho. Um exemplo é retomar um conteúdo, resolver uma atividade, identificar o erro e marcar uma nova revisão. Essa sequência é uma sugestão de estudo, não uma condição para participar do projeto.
O guia do Blog ONE sobre revisão espaçada e organização das retomadas ajuda a planejar esse acompanhamento. O registro do que foi aprendido permite perceber avanços e dificuldades com mais clareza do que uma avaliação baseada apenas no tempo sentado. Nenhum método, isoladamente, garante aprovação ou substitui a leitura do processo seletivo escolhido.
Também convém manter um calendário que diferencie atividades informativas e obrigações formais. Visita, pesquisa de cursos, inscrição, solicitação de isenção e prova não cumprem a mesma função. Quando uma data oficial ainda não foi confirmada, marque-a como pendente. Uma agenda com lacunas explícitas é mais confiável que um calendário aparentemente completo construído com previsões.
O fato novo é a extensão das visitas até 13 de novembro de 2026. As quantidades de escolas, municípios e graduandos são as divulgadas pela USP para a iniciativa. A informação não autoriza afirmar que todas as visitas já ocorreram ou que qualquer escola pode se inscrever por um canal que a reportagem não apresentou.
Para os estudantes, a oportunidade está em conhecer experiências, esclarecer dúvidas e localizar fontes institucionais. Para as escolas participantes, o próximo passo é acompanhar a organização do encontro. Depois dele, o trabalho pode continuar com pesquisa de cursos e planejamento individual. A utilidade da visita aumenta quando a inspiração se transforma em perguntas melhores e em decisões apoiadas por informação verificável.
USP prorroga período de visitas às escolas públicas inscritas no programa De Volta à Escola: Eu na USP — Jornal da USP — Alinne Maria Aguiar, sob supervisão de Elcio Silva. 28/10/2026 às 16h19; atualização não informada; visitas até 13/11/2026. Conferência: 29/10/2026.